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Hérnia Inguinal

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A hérnia inguinal caracteriza-se pelo surgimento de um abaulamento na região da virilha.

A patologia, mais comum em pacientes do sexo masculino, pode ocorrer em qualquer idade. Estimativas apontam que sejam feitas em todo o mundo mais de 20 milhões de cirurgias corretivas por ano para tratamento de tal condição.

Esse abaulamento ocorre devido à fraqueza muscular na parte inferior da parede abdominal, na área geral da prega entre a perna e o abdômen. Esta fraqueza resulta em que conteúdo (órgãos abdominais, gordura ou intestinos), possa atravessar a região muscular, em direção ao plano da pele originando assim a hérnia inguinal.

Além dos pacientes do sexo masculino, uma parcela pequena dos diagnósticos da hérnia inguinal ocorre em mulheres. Não são necessários exames complexos de identificação da hérnia na virilha, uma vez que elas são visíveis.

Em alguns casos, exames de imagem como ultrassom e tomografia computadorizada são solicitados para analisar melhor a região. Quando não tratadas, as hérnias inguinais podem crescer progressivamente ou resultar em intercorrências mais graves.

Principais dúvidas sobre a Hérnia Inguinal

A lista abaixo contém algumas condições que podem indicar maior probabilidade de desenvolvimento de hérnia inguinal:

  • Ser do sexo masculino;
  • Pessoas com familiares que têm hérnias na virilha;
  • O chamado “metabolismo prejudicado do colágeno” (o colágeno é uma proteína existente em muitos tecidos do corpo, como os músculos);
  • Pessoas com uma hérnia prévia;
  • Idosos;
  • Pessoas que sofreram a remoção da próstata;
  • Obesos;
  • Pessoas extremamente magras (com ” baixo índice de massa corpórea”).

É importante salientar que assim que o paciente identificar o surgimento desse nódulo/abaulamento procure por um especialista, uma vez que a hérnia só tem correção por método cirúrgico, podendo se tornar mais grave caso não seja tratada de forma efetiva.

Existem três possibilidades distintas de intervenção cirúrgica a uma hérnia inguinal, sendo elas:

  • Cirurgia aberta;
  • Cirurgia laparoscópica;
  • Cirurgia robótica.

A indicação de intervenção cirúrgica ocorrerá após consulta com o cirurgião especialista em hérnia e dependerá de diversos fatores. Não existe uma técnica cirúrgica que sirva para todas as situações, os pacientes são tratados conforme a necessidade. Por exemplo, homens com hérnias pequenas e sem sintomas podem ser acompanhados, isso ocorre porque o risco de complicações graves, como encarceramento ou estrangulamento, é baixo, tornando a espera e observação uma estratégia segura.

Perceba, no entanto, que ao longo do tempo, muitas hérnias na virilha, sem sintomas, podem começar a causar problemas – principalmente dor – e requerem cirurgia. Mulheres tem risco maior de encarceramento e devem ser operadas.

Procurar por profissionais com experiência no tratamento de hérnia inguinal pode resultar em rápida recuperação e minimização de qualquer sintoma ou intercorrência durante o processo de cura.

A hérnia inguinal só é minimizada com cirurgia, sendo necessária avaliação criteriosa do cirurgião especializado para a indicação do protocolo médico que melhor trará resultado.

Por mais que se trate de uma cirurgia minimamente invasiva ou de pequeno porte, tanto o pré quanto o pós-operatório devem ter alguns cuidados. Antes da cirurgia, o paciente fará exames de praxe, como hemograma e coagulograma, não sendo obrigatório exames de maior complexidade.

Dependendo das características da hérnia, a cirurgia a pode ser feita com o uso de anestesia local (área somente da hérnia), regional (em uma região maior do corpo) ou anestesia geral (corpo inteiro). Mais uma vez, vale enfatizar que essa decisão cabe ao cirurgião e sua equipe, decidindo individualmente caso a caso.

O procedimento tem tempo médio de duração de 60 minutos, sendo que o período de internação é curto. Em casa, além de fazer uso dos medicamentos indicados pelo cirurgião, é solicitado que o paciente fique em repouso, evitando o esforço abdominal para sua plena recuperação.

A estimativa é que em duas semanas o paciente possa retomar a rotina de trabalho, e a retomada da prática de exercícios físicos após 30 dias do procedimento cirúrgico.

A reincidência da hérnia inguinal não é muito comum. Entretanto, existe a possibilidade da ocorrência de um novo quadro de hérnia. Isso é minimizado com tratamento específico para cada caso e por profissionais com grande experiência no tratamento adequado da condição.

Assim como outros tipos de hérnia, quando se trata da inguinal, ela pode resultar em riscos à saúde do paciente. Isso se deve ao risco de a hérnia encarcerar ou passar por um processo de estrangulamento.

No caso do encarceramento da hérnia inguinal, o organismo não consegue fazer com que o conteúdo que saiu da cavidade abdominal retorne ao seu local de origem, sendo necessária intervenção cirúrgica de urgência para evitar complicações.

Já quando a hérnia inguinal passa por um processo de estrangulamento é necessário atendimento de emergência, pois, é rompido o fornecimento de sangue na região podendo ocasionar necrose e morte de tecidos internos. Sendo essas as únicas intercorrências graves relacionadas à patologia.

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Sergio Roll
CRM 44231

  • Doutorado em Medicina pela USP
  • Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica
  • Ex-Presidente da Sociedade Americana de Hérnia

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