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Hérnia Incisional

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A região abdominal pode ser facilmente acometida por hérnias, sendo que uma das mais complexas é a hérnia incisional. A patologia surge em pacientes submetidos a algum tipo de cirurgia e que apresentaram, após o procedimento, o surgimento de um nódulo na incisão ou bem rente a ela.

A hérnia incisional pode tanto surgir logo após a cirurgia ou originar-se anos depois e tem relação direta com o enfraquecimento do músculo abdominal e a formação de orifícios que acabam sendo preenchidos por tecido adiposo ou por parte do intestino. Quando diagnosticada de forma precoce e tratada, impede-se o surgimento de uma intercorrência mais grave.

Esses casos mais graves estão relacionados ao encarceramento da hérnia incisional ou o estrangulamento da mesma. Ambas as condições podem resultar na falência dos tecidos que se expandiram pelo orifício, acarretando infecção grave até a necrose desse tecido. Essas condições necessitam de intervenção de urgência.

Principais dúvidas sobre a Hérnia Incisional

Existe uma maior predisposição para o surgimento da hérnia incisional pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas, como mencionado. A condição ocorre em processos de cicatrização mais longos ou em pacientes que apresentaram infecção na região da sutura. Existem estudos que apontam a maior incidência da condição em pacientes obesos ou em pacientes operados de urgência, por exemplo.

Assim como as demais hérnias abdominais, a incisional se apresenta com um abaulamento na cicatriz ou rente a ela e deve ser acompanhada de perto. O tratamento da condição é por via cirúrgica e, diferentemente das demais hérnias, tem maior chance de reincidência.
Além das situações mencionadas, pode resultar no aparecimento de hérnia incisional pacientes que:

  • Fazem muito esforço na região abdominal;
  • Que têm dificuldade em evacuar e casos constantes de prisão de ventre;
  • Tossidores crônicos.

Na grande maioria das vezes o paciente sente o abaulamento da hérnia na parede abdominal. Dor do local da incisão cirúrgica prévia pode ser um indicativo de hérnia, procure o seu médico para melhor esclarecer.

O diagnóstico é feito em consultório com a história do paciente relatando seus sintomas e um exame físico para constatar a hérnia. Exames de imagem como a tomografia computadorizada, por exemplo, são frequentemente solicitadas para avaliar a presença, a localização correta e o tamanho da hérnia. É importante que o paciente, assim que notar qualquer anormalidade, procurar pelo médico, pois, como já informado, a hérnia quando não tratada pode resultar sim em risco à vida do paciente.

O tratamento para hérnia incisional é a cirurgia. Métodos mais conservadores apenas atenuam os sintomas, não corrigindo a situação por completo. Existem três tipos distintos de cirurgia de hérnia incisional, sendo eles: cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica.

Os três métodos são validos e a opção do protocolo de tratamento cabe ao médico-cirurgião. Para tal decisão, o médico levará em consideração o quadro clínico do paciente, a saúde do mesmo, o tamanho da hérnia e a posição, assim como a metodologia que resultará em uma plena recuperação e com menor risco de voltar a hérnia (recorrência).

Para isso são solicitados exames laboratoriais como o hemograma, coagulograma, exames cardíacos e de imagem. Com base em todos esses resultados, é identificado o método que trará rápida recuperação e resolução da condição ao paciente.

O tempo médio de duração da cirurgia para reparação da hérnia é de 2 horas, sendo que o paciente fica internado por dois a quatro dias. A anestesia para a realização da cirurgia costuma ser a geral, mas dependendo do caso (hérnias menores), pode ser sedação com anestesia local — isso dependerá do médico-cirurgião e da indicação do anestesista.

Complicações podem ocorrer, as principais são:

  • Febre alta;
  • Dor constante;
  • Inchaço anormal;
  • Náusea ou vômitos.
  • Hematoma: acúmulo de sangue no local da cirurgia
  • Infecção na região: saída pus pela ferida operatória
  • Seroma: acúmulo de líquido inflamatório no local da cirurgia.

Caso o paciente apresente uma ou mais condições mencionadas, deve retornar ao hospital com urgência para atendimento médico. O tempo de internação após a cirurgia é de dois a quatro dias, sendo que os cuidados mais específicos ocorrem em casa.

Porém, pode ser comum que o paciente, durante o período de recuperação apresente algumas condições. As mais comuns são: desconforto moderado no pós-cirúrgico; dor leve que é tratada com analgésicos e a presença do abaulamento que some com o passar dos dias.
Após a alta hospitalar, é importante que o paciente siga à risca as orientações do médico-cirurgião, que incluem:

Repouso: Na primeira semana após a cirurgia, pede-se repouso ao paciente. Isso evita qualquer pressão ou esforço na região abdominal que pode resultar em complicações. O mesmo conselho serve para pacientes que dirigem e à atividade sexual.

Não praticar exercícios: Levantar peso, fazer pressão na região do abdômen ou praticar exercícios físicos fica proibido por, pelo menos, 45 dias. A retomada da atividade física deve ser aos poucos, pensando sempre no bem-estar e na plena recuperação.

Alimentação adequada: É importante que o paciente se mantenha hidratado e que consuma alimentos ricos em fibras. Isso evitará quadros de prisão de ventre que podem acarretar intercorrências ao longo do processo de cicatrização.

Afastamento das atividades: O procedimento não requer longo período de afastamento, podendo ele variar entre sete a 15 dias. O tempo longe das atividades é influenciado pelo processo de recuperação, tipo de atividade profissional e varia de paciente a paciente.

Consultas de retorno: O paciente deve ir a todas as consultas de retorno até estar de alta definitiva.

Sim, como a técnica correta o risco de voltar a hérnia pode cair para 4%. Mas temos que entender que o paciente que tem hérnia tem maior chance de desenvolver outras hérnias, como hérnia umbilical, hérnia inguinal, entre outras.

A qualquer sinal de inchaço ou de nódulo na região do abdômen é necessário consultar-se com um médico especialista em cirurgia abdominal ou do aparelho digestivo. Optar por clínicas ou hospitais que contem com equipe especializada no tratamento de hérnias pode ser uma medida assertiva para encontrar a melhor solução para a condição clínica.

Como já mencionado, a hérnia em região abdominal — seja ela de qualquer tipo — é uma doença comum e benigna. Só em casos mais raros pode atingir situações emergenciais, como é o caso dê a hérnia incisional apresentar encarceramento ou estrangulamento.

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Sergio Roll
CRM 44231

  • Doutorado em Medicina pela USP
  • Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica
  • Ex-Presidente da Sociedade Americana de Hérnia

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