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Hérnia Epigástrica

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A Hérnia epigástrica representa menos de 10% de todos os casos de hérnias abdominais, atingindo pessoas principalmente entre 20 e 50 anos de idade, sendo até três vezes mais comum em homens. Ela é facilmente confundida com a umbilical — devido à proximidade que pode haver entre elas — diferencia-se apenas pela região do aparecimento, a linha alba, que fica entre o umbigo e o tórax.

Define-se assim a hérnia epigástrica como aquela que se origina na linha média (do meio) do abdômen, na altura que vai do umbigo até o tórax. Sua origem está relacionada a uma fraqueza na camada firme do meio da parede do abdômen.

Os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento da hérnia epigástrica são: tosse persistente, treinamento físico muito intenso, tabagismo, diabetes e uso crônico de medicações que alterem a imunidade, como os corticoides, por exemplo.

O paciente normalmente procura o médico após notar algum abaulamento na região mencionada ou por sentir dor no local, o que é mais comum após esforço físico ou prática esportiva. A protuberância ou bola na região pode estar bem visível, não precisando de exames de imagens para confirmar o diagnóstico. Em até 20% dos casos a hérnia epigástrica pode ser múltipla, havendo mais de um orifício ao longo da linha central do abdômen.

Caso a hérnia seja menos evidente, sendo percebida pelo paciente como um incômodo, mas não perceptível ao exame físico pelo médico, pode ser necessário algum exame adicional para concretização do diagnóstico.

O abaulamento pode ser de gordura interna que se expandiu pelo orifício da hérnia ou até mesmo parte do intestino, que adentrou nesse espaço de forma irregular, o que é mais raro. Quando a hérnia epigástrica é de tecido gorduroso, menor é a complexidade do caso, porém quando é formada por parte do intestino torna-se mais complexa e traz mais risco ao paciente.

Tratamento da Hérnia Epigástrica

A cirurgia é a única forma de tratar essa doença. Entretanto, antes de o paciente entrar no centro cirúrgico alguns cuidados são necessários. Para minimizar os riscos durante a cirurgia, é indicado que o paciente faça uma avaliação pré-operatória adequada e isso pode incluir a realização de exames de sangue e cardiológicos.

Cirurgia aberta/tradicional: É a abordagem mais utilizada para este tipo de hérnia. O cirurgião faz uma incisão na região correspondente à hérnia e realiza a correção da mesma. Em alguns casos, é necessário a implantação de uma tela para reforçar a parede por onde ela surgiu.

Cirurgia laparoscópica: Normalmente três pequenos cortes são feitos: dois para instrumentos e um para câmera. Essa técnica geralmente é usada para hérnias de tamanho maior ou que já foram operadas anteriormente. Também pode ser utilizada essa técnica quando se tem também uma hérnia umbilical associada. O uso de tela para reforçar a região pode se fazer necessário.

Cirurgia robótica: Na robótica a diferença é que um robô, guiado pelo médico cirurgião, é quem faz todo o procedimento. Em algumas situações o robô oferece mais controle e maior facilidade na realização de certas manobras, tornando esta plataforma a mais indicada para o caso.

Por mais que a cirurgia para correção de hérnia epigástrica seja minimamente invasiva, são necessários cuidados após a alta do hospital. O paciente deve seguir as seguintes orientações:

Não dirigir: É necessário que o paciente não dirija por período médio de 7 dias. Isso evita um esforço que pode vir ocasionar complicações no processo de recuperação.

Alimentação balanceada: A ingestão de alimentos ricos em fibra ajudará o paciente no pós-operatório a impedir quadros de prisão de ventre, assim como evacuar sem esforço e pressão na região abdominal.

Exercícios físicos são proibidos: Por 30 dias após a cirurgia. O retorno das atividades deve ser feito de forma gradual, evitando pressionar a região abdominal até a completa cicatrização.

Higienização: É solicitado que o paciente tome banho e deixe a região da cirurgia sempre limpa e seca. Caso o paciente identifique sangramento ou secreção deve informar o médico imediatamente.

Não carregue peso: Da mesma forma que os exercícios físicos, carregar peso pode ser prejudicial nesta fase. Evite excessos mesmo nas atividades diárias.

Essas são algumas informações relativas ao tratamento de hérnia epigástrica. Para diagnóstico e indicação cirúrgica é necessário que o paciente se consulte com um cirurgião. Vale ressaltar que a hérnia epigástrica apesar de ser na maioria das vezes uma patologia simples, deve ser acompanhada de perto para evitar complicações futuras.

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Sergio Roll
CRM 44231

  • Doutorado em Medicina pela USP
  • Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica
  • Ex-Presidente da Sociedade Americana de Hérnia

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