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É necessário fazer cirurgia de hérnia mesmo sem incomodar?

Paciente questiona a necessidade da cirurgia de hérnia
18jul, 2019

Os pacientes diagnosticados com hérnia sabem que o tratamento é por via cirúrgica. Entretanto, muitos chegam ao consultório questionando o médico se é necessário fazer a cirurgia de hérnia quando não ocorrem incômodos. A resposta para tal questionamento é sim. A única forma de tratamento da condição é por meio da intervenção cirúrgica.

É importante alertar esses pacientes que, quando a hérnia não é tratada, ela pode evoluir para o encarceramento. Apesar de não ser uma complicação frequente, trata-se de uma condição mais crítica que poderá demandar uma cirurgia de hérnia emergencial.

Esse atendimento de emergência ocorre devido ao encarceramento da hérnia, que pode causar a obstrução da passagem sanguínea do órgão que extravasou pelo orifício da parede abdominal e resultar em necrose. Essa complicação é mais rara e não ocorre quando o paciente se submete a cirurgia de hérnia assim que recebe o diagnóstico.

Outro ponto importante para evidenciar a necessidade da cirurgia de remoção da hérniaé que a maior incidência dos casos é na região da virilha, sendo que os principais fatores de risco são:

  • Parentes de primeiro grau com histórico prévio de hérnia inguinal, principalmente em mulheres;
  • Gênero masculino (a incidência é 8-10 vezes maior que nas mulheres);
  • Idade entre 0 a 5 anos e 75 a 80 anos;
  • Diminuição da relação de colágeno tipo I/III;
  • Histórico prévio de prostatectomia, principalmente aberta;
  • Relação inversa com o índice de massa corporal (IMC), quanto menor o IMC maior a incidência.

Informações acerca da cirurgia para hérnia

Atualmente, a cirurgia para tratamento de hérnia pode ser feita de três formas distintas, sendo elas:

  • Cirurgia aberta ou tradicional;
  • Cirurgia laparoscópica;
  • Cirurgia robótica.

A cirurgia de hérnia é minimamente invasiva e o tempo de internação é de, no máximo, 48 horas. Poucos cuidados são necessários após a alta hospitalar, sendo que o paciente pode retornar as atividades cotidianas em uma semana, em média. É importante o acompanhamento posterior junto a médicos especialistas em hérnias para impedir que um novo abaulamento ocorra no abdome.

Para que não ocorra a recidiva da hérnia da parede abdominal, o cirurgião usa uma tela de polipropileno (plástico) agregada à musculatura para correção do orifício em que se originou o abaulamento.

Como é a cirurgia de hérnia?

Como toda hérnia tem que ser operada, a metodologia utilizada no tratamento dependerá do quadro clínico do paciente, assim como no tamanho da hérnia. Como mencionado, existem três metodologias distintas para a cirurgia de hérnia: a aberta, laparoscópica e a robótica. Todas são de grande eficácia, sendo que a maior diferença entre elas é a anestesia utilizada. Na aberta, e dependendo do tamanho da hérnia, pode ser utilizada a sedação com anestesia local.

Já no caso da cirurgia de hérnia por videolaparoscopia e na robótica, é necessário o relaxamento total da musculatura do abdome, logo, é comum que seja dada a anestesia geral nesses casos. Em todas as metodologias a cicatriz é pequena, sendo que a incisão (corte) permite o melhor manuseio dos instrumentos cirúrgicos.

O mais importante a ser ressaltado aqui é que, independentemente do tamanho e da região em que a hérnia se originou, a cirurgia de hérnia é a única forma de tratamento. Por isso, o acompanhamento junto a uma equipe multidisciplinar, como é o caso da equipe da Hérnia Care, é imprescindível para a recuperação do paciente.

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Fonte:

Sociedade Brasileira de Hérnia da Parede Abdominal (SBH);

Hospital Sírio Libanês;

Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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